Esse silencio é o que me mata. Antes fosse só a falta do falar, antes fosse a dúvida da falta de enxergar, antes não fosse a duvida do enxergar fundo demais, antes pudesse voltar naquela madrugada de 21 de fevereiro, voltar pr'aquele abraço que me perdi e me encontrei tantas vezes que mal me lembro onde estava. Pudera eu saber o que se passa por trás desses olhos molhados, desse coração enorme disfarçado de pedra, que não se passam de pedrinhas de açúcar. Ah, se eu pudesse com toda minha água fazer disso um melado.
Eu te amo tanto, e nem sei de onde vem tudo isso, eu te conheço tanto e nem sei de onde você vem. Mas te peço, vem comigo, vem? Sem pressa de ser feliz, vem? Vamos no momento, num passo calmo de cada vez, vem? Vem, vamos olhar pra trás e ver a beleza da nossa estrada? Amar o presente e deixar o futuro buscar. Vamos sorrir do corpo a alma, dar as mãos e puxar os corações, filmar os olhos com o olhar, fazer filme, fazer história, fazer amor e glória. Vamos deixar a felicidade dançar nossas vidas, irradiar, incorporar, viver, sonhar e viver um pouco mais, e todo dia um pouco mais.
Larga as armaduras, se desarma, se dá, me dá, me deixa mostrar o que tenho pra te dar... Um universo tão profundo, que palavras não cabem de preencher, que apenas um sentimento se faz caber e transbordar: amor.
segunda-feira, 23 de março de 2015
Amor.
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